sábado, 9 de julho de 2011
O relógio...
Sentia dentro de si um animal perfeito, cheio de inconseqüências, de egoísmo e vitalidade.Agora, quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão.E o que ela não estava sentindo também era maior que os minutos contados no relógio.Enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo.Tudo o que mais valia exatamente ela não podia contar. E através de um sabado eterno,e que nuca passa,o relógio parece só contar os segundos também eternos.Porque o que ela espera é muito maior, são momentos.
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